6 Agosto 2008 por caradecavalo
Green Army Fraction is a north Swedish power electronics project, founded in 2000. Its conceptual content is based on anti-modernism and traditional spiritual values, but at times it dwells on more stylish noise-/PE-subjects such as terrorism and general political extremism. Soundwise it is extreme electronics, developing towards an ever more analog noise sound, with certain elements of more melodic or rythmic sections.
http://www.last.fm/music/Green+Army+Fraction
Ta bom a Suécia tem algo de bom. Esse tipo de som vai de encontro com o que acreditamos neste blog. A partir da certeza da razão instrumental occidental temos que nos basear num principio de mundo anarquista, mágico ou re-encantado.
Na música não basta um retorno tonalista ingenuo como o de Arvo Part http://www.last.fm/music/Arvo+P%C3%A4rt . O tonalismo está tão morto e enterrado quanto os quadrados de Mondrian. Uma assimilação não ingenua do caos e um profundo sentimento de revolta anti-consumo, anti fetichisação, e anti=opressão deve orientar a revolta neste novo século.
Uma música representativa é a que incorpora elementos atonais e ao mesmo tempo tenta vislumbrar um neo-panteísmo Salvador. Uma emancipação que passa pela fuga do cartesiano , sem cair em ladainhas hippongas. Uma música não reificável. Rebelde em forma e conteúdo.
A revolta passa pela destruição da forma e do formalismo, do racionalismo. A compreenção da sociedade enquanto retrocesso, dos valores enquanto mutáveis, do caos enquanto parte inerente da vivência neste planeta e da necessidade de preservação ambiental.
Por uma música resistente, uma arte influente e uma arquitetura orgânica. Sociedades comunais agrícolas, casas de argila e energia solar. Em alguns desertos do mundo, grupos vivem assim, testam casas que são domos limpos, auto-sustentáveis. Preservam a água e não produzem lixo. É uma das frente de batalha. Na minha cabeça todo o tipo de arqitetura que não esta carrega o DNA do facismo.
Abaixo o concreto e o facismo das construções.
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4 Julho 2008 por caradecavalo
“…onde o mais sagrado é o direito a revolta. Revolta contra os pais e o paternalismo, contra as instituições, os valores sociais e tudo que usualmente se chama normalidade. Contra a autoridade e o estabelecido. Contra o uniforme, o resignado e o costume. Uma urgência que nasce em recantos desconhecidos da alma e emerge, lentamente até se tornar nítida. Que força sua via através dos lábios e soa como um irredutivel Não. Nega incondicionalmente a injustiça e deixa pairando no ar o enigma de como combate-la. Não há fórmula para a revolta. Tampouco há garantia de sucesso. O que há é a certeza de a ter de usar como motor. Para se manter vivo. Não afundar no lodo da resignação ou na tragédia da cegueira. Não render-se e entregar o que nos faz humano. E buscar impassível e pacientemente as brechas.”
“Peter Sloterdjik descreve a atitude do Kynicos (cínico): Sua meta é tipicamente uma falsa regressão que esculhamba a autoridade – especialmente a autoridade que o Kinicos considera corrupta, suspeita ou desonrada.”
“Ora, toda autoridade é ilegítima. A resistência é a regressão. A recusa terminal de adoção do código da maturidade, da aceitação social, do respitável, do educado, da cortesia, etc. A recusa dos códigos do mundo adulto, do universo corporativo, da civilização. A regressão enquanto resistência era praticada por Diógenes de Sinope. Regressão å infância. Regressão ao animal.”
“A revolta contra a racionalidade. O retorno ao mundo mágico da infância e dos ditos povos primitivos. A revolução xamânica panteísta. A redenção do niilismo. A existência polimórfica. Incoerência e irredutibilidade.”
“Respeito as pulsões bestiais aliado ao principio da solidariedade. Anarquismo individualista aliado ao anarco-budismo. O coletivismo e profundo respeito ao próximo. Irredutibilidade frente a injustiça. Novas revoltas serão inéditas, imprevisíveis e surpreendentes. Revoltas dos costumes aliadas a quebra da totalidade. Inverter a moral burguesa serve como efeito retórico mas não revolucionário. É necessária a combinação da revolta moral, intelectual, política, estética e sexual. A destruíção da oligarquia, do capital, da propriedade, da violência. Destruição da autoridade, da idoletria, do poder, do mito, do ódio. Quebre do principio de identidade. Fim das fronteiras e dos estados nacionais. Fim das nações, dos povos, das etnias, das raças e dos gêneros. Polimorfismo radical. O fim da subordinação, da submissão da auto-repressão. O fim da obediência e do capricho.”
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30 Junho 2008 por caradecavalo
Ta bom vamos falar sobre a Suécia. Eles tem as melhores almôndegas do mundo. Mas não é sobre isso que eu vou escrever. É sobre por que este país idílico cheio de mulheres altas e loiras aprova leis de invasão de privacidade e parece estar sempre num lugar estranhamente a direita pra um wellfare state tutti-fruti ? Sei que a Dinamarca zela por seus cidadãos, ainda no velho esquema mame-nas-tetas-do-governo-você-também, conhecido como auxilio desemprego. Sei que faz de tudo para absorver seus cidadãos paquistaneses, um tanto não tão afim de serem absorvidos e não presta tanta atenção nos Inuítes groelandeses, aqueles índios do frio que nós aprendemos a chamar pejorativamente de esquimós. Sei que a Noruega é o único país produtor de petroleo que usa esse maldito ouro negro com alguma inteligência. Os noruegueses tem grana por doze gerações e estão bem a vontade fora de UE. Mesmo assim eles fazem questão de mandar os imigrantes que estão no limbo burocrático pro extremo norte, onde estes caras acostumados viver nos trópicos podem sentir a hospitalidade escandinava. (não achei o link pra essa notícia que eu li ha alguns anos, então você vai ter que confiar em mim). Mas mesmo nas cidades grandes a coisa pega.
Mas por que a Suécia resolve que é legal quebrar sigilo postal e telefônico ? Por querem que tudo que seja publicado na internet possa ser rastreado ? Não acho que seja pra lutar contra os grupos neo-nazistas que pipocam por lá. Também não fui informado de perigosas ameaças terroristas contra os 9 milhões de loirinhos. Outra coisa é a Dinamarca que conseguiu ser cretina o sufuciente pra mandar tropas pro Iraque e sofreu algumas ameaças terroristas. Claro que vinte vezes menos do que quando publicou um certo cartoon. Mesmo assim ainda não ouvi falar do parlamento dinamarquês autorizando a caça as bruxas. Por enquanto. E a discução da filtragem na internet já chega ao parlamento europeu.
A questão toda é que a sociedade de controle ( da qual já nos avisavam Burroughs e Foucault ) ganha cada vez mais espaço e parece um sintoma dessa súbita guinada para a direita. Ora, se os países mais defensores dos direitos humanos na Europa seguem este rumo, o que esperar do resto do continente ? Que sigam a Itália ?
Tags: Add new tag, Censura, Escaninávia, Política européia
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30 Junho 2008 por caradecavalo
Apagado o inicial e estúpido “Hello World” que esta porra deste wordpress criou sem meu controle posso agora escrever meu primeiro post: Oi mundo filho-da-puta. Na verdade por que os caras escrevem hellowolrd como post padronizado se eu disse que falava português ? Bom, eles estão cagando. Só perguntaram minha lingua pra este blog não vir no google e vir no google.br.
Tenho pensado muito sobre liberdade de expressão. Por isso este blog, pouco lido e pouco divulgado é a válvula de escape de um cara mal-humorado, contradiotorio e anonimo. Um escarro de politica e um jornalismo mal feito de uma alma irriquieta e mal compreendida.
Bem vindos.
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